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AMEAÇA: Liderança de Montenegro em risco de queda se a Direita se aliar ao Chega!

Histórico socialista Vítor Ramalho avisa que a "vocação do poder pelo poder" na Direita pode custar o cargo a Luís Montenegro caso o Orçamento de Estado falhe.

​A estabilidade do Governo e o futuro político de Luís Montenegro estão sob séria ameaça. O aviso partiu do histórico socialista Vítor Ramalho, que alerta para o risco real de a própria Direita afastar o atual Primeiro-Ministro para viabilizar um novo executivo em coligação com o Chega.

​A análise surge num momento crucial de negociações para o Orçamento do Estado para 2027 (OE2027), onde qualquer chumbo pode precipitar a queda do executivo e abrir caminho a uma reconfiguração radical do poder em Portugal.

​A “vocação do poder” que pode derrubar Montenegro

​Segundo Vítor Ramalho, o maior perigo para Luís Montenegro não vem apenas da oposição, mas sim dos bastidores do seu próprio espectro político. O antigo dirigente do PS defende que a pressão da Direita para segurar o Governo pode ser fatal para o líder do PSD.

​”Nessa altura, a própria Direita, que tem a vocação do poder pelo poder, poderá pôr em causa Montenegro. Essa hipótese é possível, inclusivamente a de apoio parlamentar, se não mesmo de integração no Governo”, alertou em entrevista à Renascença.

 

​Para o socialista, o crescimento do Chega nas sondagens está a ser feito “muito à custa do PSD”, o que coloca Montenegro numa posição de extrema fragilidade estratégica.

​A pressão sobre o PS para salvar a governabilidade

​Diante do cenário de uma eventual aliança entre a Direita e o Chega que afastaria Montenegro ou o forçaria a ceder ao partido de André Ventura, Vítor Ramalho argumenta que o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, “não tem alternativa” a não ser abster-se na votação do OE2027.

​O histórico considera que o país não perdoaria um voto contra que levasse a novas eleições — as sextas em dez anos —, lembrando que o eleitorado português sofreu um “sério deslizamento para a Direita” e que a Esquerda se encontra desarticulada.

​Um PSD “muito à Direita” e sem bússola

​A crítica de Ramalho estende-se também ao modelo de governação de Luís Montenegro, acusando o PSD de ter abandonado a sua matriz social-democrata tradicional para se colar a posições mais à Direita, dependendo do CDS e negociando sem um norte estratégico.

​Com o Presidente da República, António José Seguro, focado em evitar uma crise política que marque o seu mandato, o destino de Luís Montenegro fica dependente dos próximos passos no Parlamento — onde o risco de perder o controlo do Governo é mais real do que nunca.

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